sexta-feira, 15 de abril de 2011

Uso de tecnologias de informação e comunicação no Ensino de Ciências e Biologia

A informática como ferramenta de ensino nem sempre pode ser correlacionada a mudanças ou inovações verdadeiras no processo de educação formal. Para que a informática provoque inovação deve se superar problemas e também identificar onde ela pode apresentar possibilidades novas. Os recursos da informática não ensinam e nem fazem aprender, mas constituem ferramentas pedagógicas capazes de criar um ambiente interativo que potencializa a aprendizagem podendo levar o aluno a investigar, levantar hipóteses, testá-las e refinar suas idéias iniciais construindo assim, seu próprio conhecimento.
Para que haja a implantação do computador na educação autores afirmam que são necessários quatro ingredientes: o computador, o software educativo, o professor e o aluno e apontam ainda dois tipos de perspectivas para o uso do computador, a instrucionista e a construtivista. 
A intervenção relatada no artigo Informática no ensino de biologia: limites e possibilidades de uma experiência sob a perspectiva dos estudantes.  Teve o formato de um mini - curso de dois meses foi aplicado a um total de 46 alunos de 2ª serie do ensino médio de uma escola pública no interior da Bahia. Para a coleta de dados foram utilizados os seguintes procedimentos metodológicos: questionário pré e pós-intervenção, observação participante e entrevista do tipo grupo em foco. Os softwares utilizados: Durante a execução das atividades foram utilizados entre outros recursos da informática os programas: Expert SINTA, Enciclopédia Multimídia dos Seres Vivos e Microsoft Power Point.
A Maioria dos alunos deste estudo (80%) teve seu primeiro contato com a informática no mini-curso.  O conjunto das expectativas pôde ser distribuído, entre outras possibilidades em aquisição/melhoria do conhecimento; oportunidades profissionais; inclusão digital.
A pesquisa teve aspectos positivos e negativos.
Aspectos positivos: Durante o curso, os alunos apresentam relatos com idéias positivas ou favorecimentos a eles que foram agrupados em: inclusivos, estruturais, modo funcionais, atitudinais, estéticos.
Aspectos negativos: Os aspectos negativos manifestados pelos alunos convergiram para: pouco tempo, muito conteúdo, lidar com liberdade de escolha, desvio de atenção pela multiplicidade de recursos, dificuldades técnicas.
Em relação à aprendizagem de biologia, os alunos foram questionados em relação ao que aprenderam durante o mini-curso sobre a efetiva aprendizagem dos conteúdos, houve ganho em vários níveis e aspectos como informática e conteúdo, processo evolutivo, homem na classe mammalia entre outros.
Em relação ao papel do professor verificou-se entre os alunos a valorização da qualidade das aulas ministradas e o conhecimento do professor e a sua capacidade em diversificar as aulas. Ficou evidenciado que para assumir a perspectiva em que a prática pedagógica com o uso das novas tecnologias é concebida como um processo de reflexão-ação, o professor precisa ser capacitado para dominar os recursos tecnológicos, escolher os mais adequados aos objetivos pedagógicos e analisar os fundamentos dessa prática e as respectivas conseqüências produzidas em seus alunos. 
Não podemos ignorar mais a presença das tecnologias, na vida cotidiana dos nossos educandos. Embora estes não eduquem por si só, mas oferecem meios sofisticados de acesso ao conhecimento.
Em uma escola da rede publica estadual de uma cidade do interior do Rio Grande do Sul, durante as aulas de Biologia, é comum surgirem inúmeros questionamentos seguidos de calorosos debates. Ressaltamos que este é um dos principais papeis do professor: ser um questionador, um provocador, referente a assuntos polêmicos que circulam pelos mais variados meios de comunicação a que têm acesso diariamente e os que envolvem a Biologia, como por exemplo: Síndromes, Projeto Genoma, doenças, biologia molecular, células-tronco, entre outros. Surgiu-se então a idéia de construir um Blog, sendo possível enriquecer os relatos com links, fotos, ilustrações e sons. Foi uma estratégia que visou dar a palavra ao estudante e desenvolver a sua criatividade.
O projeto envolveu a pretensão de ampliação com participação dos demais professores, das diferentes áreas do conhecimento, para, por meio das múltiplas vozes, ampliar a competência argumentativa, o ouvir e o expressar, para além dos conhecimentos conceituais de cada componente curricular envolvido no debate. Nesta atividade ainda, proporcionou o conhecimento sobre dados básicos da informática, como: a digitação, o acesso a sites e manuseio da estrutura do programa, bem como a promoção da troca de saberes e a construção coletiva do conhecimento.
Na busca de umas restaurações curriculares, caracterizadas pelo desenvolvimento de novos papéis pelo professor e pela integração dos alunos, utilizando para isso as TIC inseridas no currículo escolar, o Colégio de Aplicação da UFRGS Desenvolve o Projeto Amora desde 1996. Através deste projeto professor e aluno são desafiados a buscar soluções para os problemas encontrados na construção do conhecimento, para isso envolvendo alunos de 5ª e 6ª série do Ensino Fundamental.
A construção de mapas conceituais teve grande aceitação, como a montagem do blog, isto está associado ao tempo dedicado e a seleção de informações. Todos os mapas conceituais foram construídos usando o software CmapTools, cada criança recebeu instruções inicias, e a partir daí foram produzidas versões seguintes usando métodos distintos.
O Blog utilizado foi o AçaíBlog, este possui diversas ferramentas que possibilitam ao alunos além dos registros diários, bem como a interação entre eles, já que todos tem acesso e é possível comentá-los, isto colabora para que as crianças sejam autoras do seu próprio conhecimento já que elas devem escrever com suas palavras o que compreenderam sobre as investigações daquele dia.
O curso de Ciências Biológicas da Universidade Federal do Espírito Santo propõe o uso da Modelagem Computacional para o ensino de Biologia, neste caso focando no Crescimento Celular voltado para a síntese Protéica.
O módulo educacional proposto foi analisado por oito alunos matriculados na disciplina de Ciência Tecnologia no Ensino de Ciências, este módulo foi produzido a partir do programa de modelagem computacional STELLA, o qual permite a construção de modelos através da conexão de ícones que traduzem a evolução temporal do fenômeno em estudo. Este constrói um diagrama de fluxo representativo do fenômeno em estudo com relações causais entre as variáveis consideradas relevantes, e o sistema converte as informações em linhas de programa. Uma das vantagens do programa é a possibilidade de acessar níveis com informações diferenciadas.
Durante a analise os alunos deveriam desenvolver atividades de investigação, onde estes demonstraram dificuldade na compreensão da linguagem do software, sendo este fato caracterizado pelo fato do idioma da ferramenta não ser em português, assim os alunos produziram comentários e sugestões que viabilizaram a reestruturação do Módulo Educacional.
Outra tentativa de melhorar a aprendizagem dos alunos, foi o desenvolvimento de uma aplicação dos softwares: PaintBrush, PowerPoint e Word, nas aulas de Biologia, sendo uma disciplina dinâmica, com figuras, tabelas e esquemas. O principal objetivo era levar a informática para a escola e incentivar os outros professores a criarem e desenvolverem materiais didáticos utilizando outros softwares.
Nesta primeira parte foi realizada uma parceria realizada com os professores de Biologia e uma turma de vinte alunos do Ensino Médio de uma escola pública do Paraná. Realizou-se uma pesquisa sobre os conteúdos a serem abordados, sobre os computadores, sua capacidade e aplicativos disponíveis, decidindo-se pela utilização dos aplicativos PowerPoint para o desenvolvimento de um tutorial misto aberto, e Word e PaintBrush, para a elaboração de perguntas de exercício-e-prática. Onde as aulas teriam também a utilização de: som, vídeos, apresentações com Slide e hiperlinks.
Embora os softwares utilizados não tenham sido criados para fins educacionais, foram utilizados como ferramentas para a construção da aplicação educacional de biologia celular.
A aplicação de biologia celular produzida foi enriquecida com o acréscimo de figuras, fotografias, imagens, narrações, sons e vídeos educativos, visando facilitar a compreensão de alguns conteúdos, também para atrair a atenção dos alunos no ensino da biologia.
A partir disto temos que: 17 alunos obtiveram um aproveitamento entre 62% a 90 %, índice considerado muito bom. Os dados numéricos vêm confirmar que a utilização de metodologias diferenciadas, como no caso descrito softwares de computadores ajudam os alunos a assimilarem e se interessarem pela disciplina, sendo instrumentos de ensino, mas com responsabilidade a apoiada em questões pedagógicas, ressaltando que os melhores softwares são aqueles criados pelos alunos e seus professores.
A facilidade de publicação, visualização e o acesso às informações têm se tornado uma metodologia adotada paulatinamente pelos professores. Onde o professor aproveita esse conhecimento e mostra para os alunos como é possível aprender conteúdos curriculares com recursos às tecnologias.
 No contexto educacional observamos o uso de um recurso chamado “Podcast”, que vem sendo alvo de interesse de muitos docentes que reconhecem nessa ferramenta uma excelente oportunidade de transmitir conteúdos e assim ganhar tempo real para acompanhar os alunos de forma individualizada. O Podcast surge como uma tecnologia alternativa de auxilio ao ensino, tanto presencial como à distância.
Ao utilizar o podcast o professor alia informação, entretenimento, dinamismo e rapidez, ao próximo através do chamado ensino aprendizagem. O professor ao fazer uso do podcast, faz uso da também de sua capacidade de trabalho, de sua criatividade, empenho, pois este recurso associado ao seu esforço tem sido um trabalho que gera frutos.
Carvalho (2008), propõe uma taxonomia de podcast que incide em seis dimensões, a saber: tipo, formato, duração, ator, estilo e finalidade. Isso permite auxiliar os educadores no momento da criação de um podcast. A finalidade pode ser para informar, divulgar, motivar, orientar, etc, tudo depende do modo como o professor o coordena em suas aulas. Todas as disciplinas, curriculares e não curriculares, podem se beneficiar dessa ferramenta.
Para criar um podcast, não é necessário um conhecimento apurado de software; pois as ferramentas da web 2.0 foram criadas de modo a que qualquer utilizador, com o mínimo de conhecimentos os informáticos, possam usa –los em suas salas de aulas; mas, se o professor não se sentir à vontade para criar um podcast, sempre pode rentabilizar os podcast já existentes.
O podcast vem revolucionar o ambiente de salda de aula, pois as mudanças que se produzem na sociedade atingem a escola e condizem umas redefinições do papel do professor. O podcast, na sala provoca maiores interesses na aprendizagem dos conteúdos, permitindo melhor compreensão do conteúdo.
O processo de integração das TIC nos currículos de ciências sofre com a falta de materiais adequados para desenvolver um trabalho prático com os alunos. E os laboratórios virtuais são recursos para simular as condições de trabalho de uma aula de laboratório. Segundo Marta Lopes e Juan Morcillo uma característica que irá caracterizar empresas do século XXI é a integração das TIC para os campos profissionais. E a educação não pode ficar fora dessa realidade.
Os professores estão tendo atitudes positivas em relação à integração dessas tecnologias na sala de aula. A grande maioria reconhece a necessidade de desenvolvimento profissional nessa área. Mas não deixa de ser um desafio pra os professores.
Pesquisas feitas em diferentes regiões (PROFORTIC, 2005, Bo e Saez) apontam como principais obstáculos percebidos pelos professores: a escassez de recursos falta de formação de professores, falta de materiais e modelo de currículo e a falta de tempo e motivação. Mas para que esses obstáculos sejam vencidos e haja uma mudança na metodologia de ensino, é necessária uma dedicação pessoal dos professores.
A Internet é indispensável para o desenvolvimento de novos modelos de ensino, pois é uma ferramenta que permite o acesso a uma riqueza de informações. A necessidade de desenvolver seu próprio material digital provoca ansiedade e frustração aos professores por que faltam as formações exigidas.
Mas a contextualização desses materiais pode ser adaptada aos diferentes contextos educativos e para diferentes fins. O professor responsável pelo ensino deve incorporar esses materiais em suas atividades e usar estratégias de ensino que julgar conveniente.
Algumas das atividades com base na utilização das TIC que podem ser feitas nas aulas de ciências são: ferramenta de apoio para explicações, desenvolver o trabalho dos alunos, pesquisar informações na Internet ou enciclopédias virtuais, desenvolvimento de tarefas de aprendizagem através do uso de materiais, simulações em software especifico de formação, experiências virtuais, questionário de auto-avaliação.
Para trabalhar nos processos da ciência, deve sublinhar-se, dentro do software específico, laboratórios virtuais, permitindo desenvolver os seus próprios objetivos educacionais do trabalho experimental.
As simulações são excelentes ferramentas para replicar fenômenos naturais e melhorar a compreensão. Os alunos interagem com a simulação para entender melhor sistemas, processos ou conceitos, explorar fenômenos reais, verificação de hipóteses ou encontrar explicações. A simulação não é um substituto para a observação e a experimentação dos fenômenos de um laboratório real, mas pode adicionar uma nova dimensão válida para a investigação e compreensão da ciência.
Não há muitos programas disponíveis on-line para o ensino de biologia. Há, sim, muitas páginas contendo simulações útil para o ensino de biologia, mas em que a interatividade é muito limitada.
A aplicação de uma webquest sobre conceitos de genética molecular em turmas do terceiro ano do ensino médio é um exemplo de possíveis interações entre alunos e tecnologias nas aulas. Tem como objetivo investigar o comportamento, aceitação e desempenho dos alunos frente à utilização das novas tecnologias de informação e comunicação (TIC) bem como fazer uma reflexão sobre a possibilidade de interação e a troca de experiências entre alunos e professores nesse tipo de atividade.
 As webquest têm demonstrado ser uma estratégia didática efetiva para introduzir alunos e professores no uso educativo da Internet estimulando a investigação e o pensamento crítico. Boas webquest têm demonstrado, através de atividades cooperativas, aprendizagens bastante significativas e motivadoras para o alunado.
Instrumento novo é para produzir efeitos. O computador é um instrumento novo na área da educação que pode, e deve auxiliar na melhoria do ensino, fornecendo conhecimentos e proporcionando novos caminhos para a aprendizagem (Marques et al., 2000). Porém, a introdução das novas tecnologias na educação não pode ser vista como um “milagre” que resolverá todos os problemas de aprendizagem e sim como um recurso que poderá diversificar as atividades destinadas aos alunos e possibilitar melhorias na educação como uma ferramenta auxiliar do professor.
Os professores devem estar motivados para ingressar neste novo processo de ensino e aprendizagem, nesta nova cultura educacional, onde os meios eletrônicos de comunicação são a base para a partilha de ideais em projetos colaborativos e cooperativos.  
Integrar a utilização da Internet no currículo de um modo significativo e incorporá-la às práticas de sala de aula, numa aprendizagem colaborativa e cooperativa, poderá fornecer um contexto autêntico em que alunos desenvolvam conhecimento, competências e valores. Nesse contexto, tem-se como exemplo a utilização de webquest.
Na metodologia webquest é necessário que as tarefas sejam criativas. Nessas atividades, os alunos devem ter participação ativa colocando-se no papel de cientistas, inventores, artistas.
Ensinar com a Internet será uma revolução, se mudarmos os paradigmas educacionais, se ensinar e aprender se tornar um processo mais participativo e compartilhado em que a Internet tenha um papel de nos ajudar como uma ferramenta auxiliar na práxis pedagógica. “Caso contrário, a utilização da Internet será um paliativo, marketing ou meio de comunicação mal aproveitado como tantos que temos à disposição” (Moran, 1998 apud Lampert, 2003).
O acesso e capacitação de professores e alunos na utilização pedagógica das tecnologias multimídias e digitais, se bem utilizados, podem contribuir significativamente a serviço do progresso humano, desde que usada com bom senso e sabedoria.

REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA

- ANDREIS, Iara Vanise; SCHEID, Neusa Maria John. O uso das tecnologias nas aulas de biologia. Vivências:

- CARLAN, Francele de Abreu; SEPEL, Lenira Maria Nunes; LORETO, Élgion Lucio Silva. Aplicação de uma webquest associada a atividades práticas e a avaliação de seus efeitos na motivação dos alunos no ensino de biologia.

 - CRUZ, Sónia Catarina. O podcast no ensino básico. In: ENCONTRO SOBRE PODCASTS, 1., 2009, Braga. Actas. Braga: Cied-um, 2009. p. 65 - 80.

- DUTRA, Ítalo et al. Blog, wiki e mapas conceituais digitais no desenvolvimento de projetos de aprendizagem com alunos do ensino fundamental. Renote: Novas Tecnologias na Educação, Porto Alegre, v. 4, n. 2, p.1-10, 2006.

- GARCÍA, Marta López; ORTEGA, Juan Gabriel Morcillo. Las tic em la enseñanza de la biologia en la educación secundaria: los laboratorios virtuales. Revista Electrónica de Enseñanza de Las Ciencias, Espanha, v. 6, n. 3, p.562-576, 2007.

- GIANOTTO, Dulcinéia Ester Pagani. Recursos da Informática no Ensino: emprego de aplicativos no desenvolvimento de software de biologia celular. In: SIMPOSIUM IBEROAMERICANO EN EDUCACIÓN, CIBERNÉTICA E INFORMÁTICA: SIECI 2009, 6., 2009, Orlando (ee.uu.). Memorias. Orlando (ee.uu.): Iis, 2009. p. 1 - 4.

- MEDEIROS, Alexandre; MEDEIROS, Cleide Farias de. Possibilidades e limitações das simulações computacionais no ensino da física. Revista Brasileira de Ensino de Física, São Paulo, v. 24, n. 2, p.77-86, jun. 2002.

 - MULINARI, Mara Hombre; FERRACIOLI, Laércio. A utilização da tecnologia da informação no ensino de biologia: um experimento com um ambiente de modelagem computacional. Revista Brasileira de Ensino de Ciência e Tecnologia, Ponta Grossa, v. 1, n. 1, p.98-115, 2008.

- RAZERA, Julio César Castilho; BATISTA Rosângela Miranda Silva; SANTOS, Roque Pereira. Informática no ensino de biologia: limites e possibilidades de uma experiência sob a perspectiva dos estudantes. Experiências em Ensino de Ciências, Porto Alegre, v. 2, n. 3, p.81-96, 2007.



quinta-feira, 14 de abril de 2011

Artigos Relacionados às TIC no Ensino de Física

Olá pessoal!

Analisamos nove artigos relacionados ao uso de Tecnologias de Informação e Comunicação (TIC) aplicados ao Ensino de Física. Observe abaixo o resumo de cada um.


Objeto de Aprendizagem no Ensino de Física: usando simulações do PhET
ARANTES, A. R.; MIRANDA, M. S.; STUDART, N.

Este artigo aborda simulações produzidas por um grupo da Universidade do Colorado (EUA). A sigla PhET significa em inglês, Tecnologia Educacional em Física.
O objetivo é criar simulações de alta qualidade para serem utilizados no Ensino de Ciências.
Todos os recursos digitais que podem ser aplicados ao ensino são chamados de Objetos de Aprendizagem (OA).
Os autores demonstram que os OA servem como ferramentas para auxiliar o trabalho do professor, e que pode facilitar a aprendizagem dos alunos.

Uma revisão da literatura sobre estudos relativos a tecnologias no Ensino de Física
ARAUJO, I. S.; VEIT, E. A.

Este artigo faz uma revisão da literatura e constata que a maioria dos artigos apresentam simulações computacionais, e dentre essas, a maioria está na área da Mecânica Newtoniana.
Foram revisados artigos publicados em revistas da área de Ensino de Ciências, tanto no Brasil, quanto no exterior, entre o período de 1990 e 2004.
As autoras fizeram um breve levantamento histórico da importância dos computadores para a sociedade até o uso deles na educação.

O podcast no Ensino Básico
CRUZ, S. C.

Segundo o artigo, o termo podcast surgiu da junção de dois termos: ipod (aparelho da Apple) e broadcast (método de transmissão ou de distribuição de dados), que é um arquivo de áudio publicado pela internet.
A autora apresenta várias possibilidades, na educação, como: disponibilizar materiais didáticos, documentários, entrevistas, entre outras possibilidades do uso do áudio.
O artigo apresenta a utilização dessa ferramenta no ensino básico, na disciplina de História. Segundo os dados coletados pela autora, os alunos acharam desafiante a utilização do podcast na disciplina.
Existem programas de edição de áudio livres (como o Audacity) e vários sites gratuitos para a utilização dessa ferramenta, que, segundo a autora, facilita a utilização do mesmo pelos alunos e professores.

Blog, wiki e mapas conceituais digitais no desenvolvimento de projetos de aprendizagem com alunos do ensino fundamental
DUTRA, I.; et al.

Este artigo descreve o funcionamento no projeto AMORA desenvolvido a 10 anos em um colégio no Rio Grande do Sul, em turma de Ensino Fundamental.
Os professores escolhem os projetos que querem orientar e são mediadores na investigação dos alunos.
Durante o projeto há a construção de mapas conceituais sobre o tema, e os envolvidos utilizam o ambiente virtual blog para orientação e registro das atividades. Para concluir a atividade é utilizado o sistema wiki para o armazenamento das informações.
Assim, o projeto amora caracteriza-se por ser uma proposta que visa desenvolver a capacidade de autonomia dos alunos promovendo atividades que privilegiam diferentes formas de interação.

Física no computador: o computador como uma ferramenta no ensino e na aprendizagem das ciências físicas
FIOLHAIS, C.; TRINDADE, J.

Este artigo apresenta uma breve história do uso do computador desde a década de 1970, e retratam os principais modos de utilização do computador no ensino das ciências.
Os modos são: aquisição de dados por computador, modelização e simulação, as multimídias, realidade virtual e internet. Além dos modos os autores destacam a dificuldade de utilização no ensino. Segundo eles, empreendem-se muitos esforços para desenvolver ferramentas educativas que requer muito trabalho enquanto uma pequena minoria de docentes utiliza computadores, quer no contexto da sala de aula, quer como complemento de ensino fora das aulas.
Segundo os autores, as novas tecnologias apenas estarão integradas quando elas não forem ferramentas suplementares e se tornarem naturais e invisíveis, como o telefone, televisor, celular, entre outros.


A investigação da construção de modelos no estudo de um tópico de física utilizando um ambiente de modelagem computacional qualitativo
GOMES, T.; FERRACIOLI, L.

O artigo descreve um estudo sobre a integração de modelagem computacional. O ambiente utilizado é o WorldMaker, que permite que determinados sistemas da natureza sejam representados no computador através de especificações dos objetos que os constituem.
Os autores afirmam que eles podem ser usados em qualquer idade e em qualquer disciplina.
É relatado no artigo, que os estudantes foram solicitados a desenvolver um modelo que representasse a difusão de um gás em um sistema fechado. A pesquisa foi desenvolvida com alunos de graduação: Licenciatura em Física e Engenharia Elétrica, e segundo os autores, todos conseguiram desenvolver a atividade proposta.

Configurando um kit minimalista de TICs para o ensino de física
LIMA, S. F.

O autor destaca neste artigo a importância de trabalhos propostos em ambientes informacionais visando a construção de uma comunidade de aprendizagem utilizando software livre como: wiki, blog (para professores e alunos) e listas de discussão.
No projeto apresentado no artigo, cada grupo de alunos deveria escolher uma simulação de experimento sobre as Leis de Newton; construir uma montagem real do experimento; e publicar nas ferramentas da comunidade de aprendizagem um roteiro de reaplicação do experimento.
O autor constatou que o wiki e o blog foram muito utilizados pelos alunos, mas a lista de discussão ficou abaixo do esperado.

Possibilidades e limitações das simulações computacionais no ensino da física
MEDEIROS, A.; MEDEIROS, C. F.

O artigo traz uma reflexão sobre as vantagens e desvantagens da utilização de animações e simulações no Ensino de Física, contrastando as afirmações de defensores com argumentações de alguns críticos.
Os defensores, segundo os autores, relatam que as animações não só permitem animar os fenômenos, mas também permitem a variação de parâmetros pelos alunos além de possibilitar a experimentação, em alguns casos, pois alguns experimentos dependem de um laboratório estruturado.
Alguns dizem, segundo os autores, que embora as simulações sejam melhores que os livros didáticos, elas jamais vão se comparar com a realidade. O valor educacional de uma simulação dependerá do fato de ela vir a representar para o estudante um papel auxiliar, e não apenas um papel meramente ilustrativo. Simulações mal feitas podem fazer com que o aluno nunca perceba questões que foram ocultas na sua construção por mais atraente que uma simulação possa parecer.

Ambiente de aprendizagem de Física mediado por animações
MOREIRA, A. F.; BORGES, O.

Os autores apresentam uma discussão teórica entre figuras estáticas e animações. Relatam que em ambientes, seja real ou virtual, envolvem complexas interações na mente dos alunos.
Eles utilizam em sua pesquisa uma abordagem chamada de etnometodologia, que é a observação gravada através de vídeos e áudio, para uma análise posterior.
Utilizando o software Modellus eles simularam movimentos circulares com raios diferentes e os apresentaram a dois alunos do ensino básico. Os autores relataram várias discussões dos alunos e fizeram algumas análises.
Segundo os autores este artigo fez parte de uma sequência de ensino que trabalhou com ambientes de aprendizagem utilizando: experimentos, livros didáticos e animações.
Afirmaram que o computador cria um ambiente que favorece a troca de experiências, e é importante o professor estar atento às complexas interações entre as representações internas e externas.

O USO DAS TICs NO ENSINO DE MATEMÁTICA: TENDÊNCIAS E POSSIBILIDADES


Para um levantamento acerca do uso das TIC no ensino de Matemática, apresentaremos uma reflexão a partir do referencial teórico sugerido, que traz diversas possibilidades para o uso das TIC como ferramenta da prática pedagógica.
A tecnologia digital tem estado cada vez mais presente no cotidiano de boa parte da população. Essa nova relação das pessoas com os computadores tem se refletido não apenas no ambiente de trabalho, mas também nas relações familiares e na escola.
A Matemática tem sido uma área muito privilegiada em relação às diversas tecnologias presentes no mundo moderno. Sejam as calculadoras, os jogos, os materiais concretos, os computadores e os inúmeros softwares, todos esses recursos tecnológicos estão sendo propostos – pelos Parâmetros Curriculares Nacionais – com o intuito de melhorar o processo ensino aprendizagem da Matemática.
As principais aplicações observadas nos artigos lidos foram o uso de softwares e práticas educativas, além de ferramentas digitais, teoria da aprendizagem e EAD. Entre os conteúdos mais citados encontra-se o estudo dos números racionais e da Geometria.
Destas aplicações destaca-se o artigo “O uso de objetos de aprendizagem no ambiente Teleduc como apoio ao ensino presencial no contexto da Matemática” que leva em conta as transformações pelas quais passa o mundo atual, tendo em vista que o ensino presencial ultrapassou as paredes das salas de aula. Isso exige, por parte do professor, mudanças no processo de ensino-aprendizagem, na forma de avaliação e principalmente, na relação professor-aluno. Mostra que as Tecnologias Interativas aplicadas no processo educacional permitem ampliar a pluralidade de abordagens, atenderem a diferentes estilos de aprendizagem e, desta forma, favorecer a aquisição de conhecimentos, competências e habilidades. A EAD, por exemplo, ajuda os alunos a perderem a inibição/vergonha que normalmente expressam perante o professor e colegas de sala.
Tão importante quanto ampliar as formas de abordagem dos conteúdos é ampliar os momentos de reflexão dos alunos no processo de ensino e aprendizagem, tema encontrado no artigo “Desenvolvimento de portfólios eletrônicos no ensino da matemática” que mostra que enquanto seleciona os materiais para a construção de sua coleção, os alunos tem a oportunidade de analisar o seu trabalho e por em prática suas capacidades de autoavaliação e autorregulação, tornando-se mais autônomos e responsáveis pela sua aprendizagem e avaliação.
Uma prática que também abrange estas questões encontra-se no artigo “informática e jogos no ensino de matemática” que relata a utilização do software Cabri – Geomètre II, utilizado para construir e identificar figuras geométricas, dispondo de comandos simples e de fácil manuseio. Software interessante onde podemos visualizar que os conceitos de simetria, rotação e translação, podem ser naturalmente explorados na construção das peças pelo Cabri durante o desenvolvimento dos jogos e soluções dos desafios. O aluno aprende com seus erros e com seus colegas, trocando suas produções e comparando – as, permitindo a formulação de situações problemas desafiadoras com o uso desse software.
Os principais aspectos observados que podem dificultar a implementação das práticas educativas e utilização de softwares é resistência dos professores em aderir à construção do conhecimento pelo caminho digital, a burocracia das escolas em liberar os professores para participarem de capacitações e o alto custo destes softwares.
Todas estas propostas pedagógicas estão baseadas no ideal construtivista para a utilização das TIC no ensino e Aprendizagem da Matemática. A abordagem construtivista fornece um guia de desenvolvimento de estratégias para um ensino mais eficaz, em que o aluno é o protagonista central onde são considerados seus interesses, suas habilidades e necessidades. O professor nessa proposta é um organizador, coordenador, consultor e diretor do processo de aquisição de conhecimentos, que pertence principalmente ao estudante. Ensinar e aprender passa a ter um único propósito, o de produzir a construção e apropriação do conhecimento e competência das pessoas envolvidas nestas situações.
Enfim, a conduta adotada pelo professor que trabalha com as TIC, deve ver o aluno como ator principal do processo e o professor sendo mediador, que também aprende no desenrolar das atividades.

Alunos: Airton Wagner de Souza Junior, Aline Cristina Ferreira Damacena, Cássia Aparecida de Freitas, Cleuna Sousa Ferreira Balbinot, Fernanda Lima, Jorge Lima Loiola, Lucivânia Ferreira Cabral, Marlene Rodrigues Morais, Sandra das Graças, Solene Neves, Tatiane Aparecida Lopes Souza,

Expandindo nossa reflexão sobre a educação

Olá pessoal;

Encontrei um artigo com uma discussão que me agradou bastante. O artigo já chama atenção pelo título "Reencantar a educação é possível?". Já fizemos várias discussões nesse sentido durante o curso, que tal ler o texto para fundamentar ainda mais nossos argumentos? Aos que não participam de nossas discussões, que tal ler o texto para uma fazer reflexão sobre a prática?
Boa leitura.

Artigo: Reencantar a educação é possível?


Prof. Vagner Paulino